Aroeira vermelha

Reino: Plantae
Divisão: Anthophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Sapindales
Família: Anacardiaceae
Género: Schinus
Espécie: Schinus terebinthifolia Raddi

Nomes populares:
aroeira, aroeira-brasileira, aroeira-pimenteira, aroeira-vermelha, aroeira-negra, aroeira-branca, aroeira-do-campo, aroeira-mansa, aroeira-da-praia, aroeira-do-brejo, aroeira-do-Paraná, aroeira-do-sertão, cabuy, cambuy, fruto-de-sabiá, fruto-de-raposa, aguaraíba, bálsamo, corneíba.

Ocorre desde Pernambuco até o Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, em várias formações vegetais como restinga, florestas fluviais e semidecídua de altitude (alguns autores consideram sua origem peruana).

Possui porte médio, podendo alcançar de 5-10 m de altura, dotada de copa arredondada e adensada. Seu tronco é tortuoso, de 30-60 cm de diâmetro, com casca grossa e fissurada. Espécie dióica (plantas com flores femininas ou masculinas em indivíduos diferentes, popularmente se diz que a planta é fêmea ou macho), com forte aroma de terebintina. Folhas compostas imparipinadas, aromáticas. Folíolos subcoriáceos, glabros, em número de 3-10 pares, de 1-5 cm de comprimento por 1-3 cm de largura.
Flores em pequenas em panículas, que abrem principalmente nos meses de setembro-janeiro e são muito melíferas.
Os frutos são do tipo drupa, vermelho-brilhante, aromático e adocicado. A frutificação desta espécie se dá de janeiro-julho.

Planta perenifólia, heliófita e pioneira, comum em beira de rios, córregos e várzeas úmidas de formações secundárias, mas também cresce em terras secas e pobres. A dispersão de suas sementes são feitas pelos pássaros, o que possibilita uma ampla dispersão e boa regeneração natural, já que sua árvore em fruto é bastante visitada pela avifauna.

Árvore com muitas utilidades econômicas, sendo sua madeira utilizada em moirões, esteios, lenha e carvão. Pode ser usada no paisagismo, pela sua beleza ornamental e pelo fato de ser de porte pequeno, pode ser plantada em ruas curtas e sob fios elétricos.

Outro fator importante desta planta são seus princípios ativos largamente utilizado na medicina tradicional, sendo que suas cascas e folhas secas são usadas contra febres, problemas dos trato urinário, contra cistites, uretrites, diarréias, blenorragia, tosse, bronquite, problemas menstruais com excesso de sangramento, gripes e inflamações em geral. Além disso, sua resina é utilizada para o tratamento de reumatismo e ínguas, também como purgativo e no combate de doenças respiratórias.
O oléo resina pode ser empregado externamente como cicatrizante e para dor-de-dente.
Como anti-séptico, a planta inteira pode ser empregada, desde que externamente, como em casos de fraturas e feridas expostas.
Seu óleo essencial possui ação antimicrobiana contra vários tipos de bactérias e fungos e contra vírus de plantas, bem como atividade repelente contra a mosca doméstica. É eficaz em micoses, candidíases (uso local) e alguns tipos de câncer (carcinoma, sarcoma,etc.) e como antiviral e bactericida. Possui ação regeneradora dos tecidos e é útil em escaras, queimaduras e problemas de pele.
Seu óleo essencial é também utilizado externamente na forma de loções, gels ou sabonetes, é indicado para limpeza de pele, coceiras, espinhas (acne), manchas, desinfecção de ferimentos, micoses e para banho, além disso o decocto da casca pode combater úlceras malignas em banhos.
Em muitos estudos in vitro, extratos da folha da aroeira brasileira demonstram ação antiviral contra vírus de plantas e apresentam ser citotóxicos para 9 tipos de câncer das células.

Os frutos desta aroeira (existem uma variedade de espécies de árvores diferentes que popularmente possuem este mesmo nome) são usadas em culinária, recebendo na França o nome de poivre rose, um tipo de pimenta doce.

Para produzir mudas desta árvore, é necessário que se recolha os frutos maduros diretamente da árvore. Os frutos podem ir diretamente para a germinação, devendo ser colocados em canteiros a pleno sol logo que colhidas (um kilo de sementes contém aproximadamente 44.000 unidades). O substrato deve ser argiloso.
A emergência ocorre em 10-15 dias sendo que mais de 50% das sementes germinam. As plantas se desenvolvem rapidamente no campo.
Uma muda de aroeira foi plantada no sítio Natureza Divina em Mogi das Cruzes neste mês, está localizada no estacionamento, próximo a casa dos caseiros, demarcada com pedras ao seu redor.

Fontes:
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 1992. 352p.

http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/ver_1pl.asp?f_cod=13

http://pt.wikipedia.org/wiki/Schinus

http://www.arbolesornamentales.com/nombreslatinos.htm